domingo, 14 de setembro de 2014

14 de setembro no Japão, o dia da cerejeira do outono: cosmos

Delicadas, frágeis e belas são estas lindas flores, chamadas cosmos, que desabrocham no outono no Japão.
Ainda não é outono, algumas flores de cosmos precocemente surgem, embora não seja o auge.
E hoje é o dia delas.
A data não surgiu de nehum trocadillho.
Dia 14 de setembro foi escolhido por ser o sexto mês após o White Day, o segundo dia dos namorados do Japão, em que os homens - namorados ou amigos - presenteiam namoradas ou amigas com chocolates. A data é uma referência de confirmação do amor e/ou afeto, presenteando om roupas íntimas juntamente com a flor na cor vermelha, cuja linguagem é o amor.
Claro que é uma jogada de marketing, criada pela Japan Body Fashion Association, em 1991.
Vermelhas, rosas, brancas, mescladas, amarelas são as cores de cosmos.
Kosumosu, como dizem os japoneses, sua escrita em katakana é コスモス.
Em kanji, ideograma japonês, escreve-se 秋桜.
Separando os ideogramas, o primeiro 秋, lê-se "aki", que significa outono. O segundo ideograma 桜, lê-se "sakura" que signfica cerejeira. Portanto, a cerejeira do outono.
Não vai demorar muito, campos de cosmos surgirão para colorir o outono no Japão.
Com origem no México, a flor foi introduzida no Japão na era Meiji.
Significa inocência, pureza, cordialidade.
É flor símbolo de mais de 50 locais entre bairros e cidades do Japão; citando apenas dois exemplos: Fukuroi, na província de Shizuoka e o bairro Kita-ku em Nagoya.
Outono vem cedo
florescendo
flores de cosmos

sábado, 6 de setembro de 2014

As bolas coloridas para prevenção à criminalidade no Japão: Bōhan-yō karābōru

Japão é considerado um dos países mais seguros do mundo.
Omotenashi, que engloba a gentileza do povo japonês e o modo de bem atender satisfazendo ao cliente em primeiro em lugar e de encontrar sempre algum pertence perdido intacto e até carteiras sem faltar uma moeda sequer, mostra isso.
Obviamente não é 100%, crimes, golpes e roubos acontecem sim, bastante noticiados em emissoras de TV japonesas.

Não é novidade que as armas de fogo são proibidas no Japão. Nenhum civil pode portar arma de fogo. Armas de pequeno porte foram proibidas desde 1965, com severas penas como prisão.
Seguranças dos carros-fortes não portam armas de fogo, carregam apenas um cacetete, que pude comprovar em um momento em que eles abasteciam uma ATM, caixa eletrônico.
Alguns raríssimos casos, como policiais, podem portar.
Espingardas são permitidas com severas limitações no esporte e caça, depois de um longo processo de licenciamento, que incluem aulas, teste psicológico, aptidão mental, uso de drogas, rigorosa verificação de antecedentes criminais e/ou associação com grupos criminosos ou extremistas, inclusive de familiares.
Rifles só foram permitidos comprar, vender ou transferir até 1971; quem tinha antes pode mantê-los, devem levar para inspeção todos os anos e, ainda, os herdeiros devem entregar à polícia quando o dono morre.
Ainda existem os detetives de armas, que entrevistam vizinhos dos portadores de espingardas. Se for mal utilizado, podem perder a licença.
A polícia tem poderes ilimitados para negar ou cassar licenças, por menor que seja o motivo, caso represente perigo para a vida das pessoas, mesmo depois da concessão.
Porte de armas de fogo e espadas - raríssimas exceções - somente com permissão da comissão de segurança pública, a Agência Nacional da Polícia do Japão.
Sem qualquer das licenças acima, é proibido até mesmo segurar qualquer arma.
Quem possui arma de fogo deve apresentar um mapa do apartamento ou casa, mostrando armário/gaveta onde fica guardada e, a munição, deve ser mantida em cofre.
Caso um cidadão comum seja revistado portando faca, estilete, sem justificativa, um taco de beisebol, se não for praticante, ou qualquer outro objeto que represente perigo a terceiros, pode ter esses objetos apreendidos.
Assaltos ocorrem e, ultimamente, são muitos os casos; como não se pode usar uma arma, não há nada que proíba atirar uma bola colorida, principalmente se vai ajudar a localizar o assaltante.
E é assim que alguns estabelecimentos, principalmente os que funcionam 24 horas, se defendem. A mágica está numa bola de cor laranja, karaboru.
Embora a laranja seja cor a mais conhecida, existem em diversas outras.
Esta bola serve para ser arremessada contra o assaltante. Ela contém tinta à base de água fluorescente.
A tinta deixa vestígio mesmo depois de lavada e pode ser rastreada imediatamente, facilitando assim, a identificação do meliante.
Mais usadas em lojas de conveniência e restaurantes, alguns bancos também utilizam.
Elas podem estar á vista do cliente ou não, em caixa aberta ou não.
Se você se deparar com estas bolinhas - alaranjadas ou de outras cores - sobre, sob ou ao lado de um balcão ou caixa registradora, então já sabe, é uma bolinha preventiva contra roubos.
Embora exista há vários anos, não encontrei à venda em lojas ainda, somente em sites de venda.
Se não tem boa pontaria ou precisa atirar a uma longa distância, no caso de um carro, não tem problema, existem também dispositivos para ajudar sem erro.
Assista aos vídeos abaixo e veja como funciona o Bōhan-yō karābōru




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segunda-feira, 28 de julho de 2014

Festival Tanabata no Masumida Jinja, Ichinomiya

Dando continuidade à postagem anterior sobre o Festival Tanabata de Ichinomiya <<< clique se não leu, o assunto é o festival no Masumida Jinja.
Masumida Jinja foi o primeiro santuário importante em Owari, hoje província de Aichi. 
Foi também o santuário que deu origem ao nome da cidade onde está localizada: Ichinomiya.
O número 138 está sempre presente nos eventos da cidade.
Trata-se de um trocadilho ichi no =1, mi = 3 e ya = 8.
O Ichinomiya Tanabata Matsuri, que começa pela estação, termina neste santuário.
Em clima de Tanabata, todo o espaço lembra a festividade, lindamente decorada.

Muitas barracas, jovens vestidas de yukata e cosplayers.




Masumida Jinja ocupa um grande espaço. Tem vários edifícios, portais, pontes e decorado com muitas lanternas.


Na foto abaixo, venda do tanzaku, tira de papel onde se escrevem desejos, posteriormente pendurada nos galhos de bambu.
Havia também um ritual de purificação no santuário.
Ao adentrar, uma breve reverência deve ser feita em frente ao pequeno torii, portal.
Passa-se pelo nagoshi, um raro ritual da roda de fogo, uma espécie de exorcismo.
Após a roda de fogo, purificação do temizu, mãos e boca, simbolicamente.
E finalizando, através da purificação com o sino Kagura pela sacerdotisa, que significa retornar ao estado saudável da mente e corpo.
Os desfiles do Tanabata que tem início no Shōtengai Honmachi terminam no Masumida Jinja.
Esta é a chegada dos sacerdotes, sacerdotisas e adoradores, que desfilaram ao longo do shōtengai, no santuário.




Conheça Masumida Jinja e as festividades do Tanabata, de forma mais completa:
 

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