sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Fazendas de colheitas de frutas do Japão

Morangos, cerejas, peras, pêssegos, laranjas, kiwi, tangerinas, maçãs, melões, nectarinas, ameixas, uvas... são tantas frutas!
Nem todos tem a oportunidade de morar em uma casa com amplo terreno e um pomar. Quando não é o caso, moram em apartamentos pequenos com pouca ou sem varanda para produzir qualquer tipo de vegetal. Mas existem muitas fazendas no Japão que produzem frutos em grande quantidade e deliciosos!
Embora o Japão importe frutas, sim, produzem muitas, em fazendas.
Muitas fazendas em diversas partes do Japão oferecem a deliciosa experiência de colher as frutas diretamente do pé.
A atividade chamada Furūtsupikkingu ou kari - que junto ao nome de uma fruta muda para gari - é bastante popular no Japão. 
Consiste em pagar uma taxa e colher frutos diretos das árvores e saboreá-los no local.
Uma maneira divertida de saborear frutas e um passeio delicioso familiar.
Cada fazenda tem suas regras, embora sejam parecidas, em geral é pago por um tempo determinado, que podem variar, dependendo da fruta, de 30 a 90 minutos. 
Elas oferecem todo material necessário para colheita, como tesouras, tigelas e tapetes para forrar o chão, se necessário.Em fazendas de morangos, por exemplo, fornecem também, tigela com leite condensado. 
Em alguns casos, as sobras colhidas e não saboreadas podem ser levadas para casa, mas a maioria cobra por elas.
É preciso verificar a necessidade de reserva.
Vejamos por exemplo a colheita de uvas desta fazenda, que colocam as uvas à disposição quando estão no melhor período e devidamente protegidas.
Aqui foi paga uma taxa por um período de 90 minutos. 
Oferece tapete para forrar o chão e sentar, tesoura e tigela.
As fazendas contam com pias para lavar as frutas e, obviamente, lixeiras. Estacionamentos próximos e boas estruturas.

Se você quer realizar a experiência, o outono favorece o passeio, embora todas as estações tenham frutas. Veja >>> AQUI todas as frutas, épocas e  fazendas de colheitas de frutas. 

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Miyajima, Hatsukaichi e o Santuário Itsukushima, Hiroshima 

Esta linda imagem é considerada uma das mais belas do Japão, desde os tempos antigos.
Miyajima, como a ilha é conhecida, é um dos principais pontos turísticos do Japão, localizado no Parque Nacional Seto Naikai. 
O Parque Nacional Seto Naikai recebeu várias distinções ambientais como extraordinária beleza cênica, história excepcional, área de preservação cênica e monumento natural.
A rica paisagem que a envolve como floresta virgem, o famoso Monte Misen, praias e alces - que dão as boas-vindas aos turistas - , é um magnífico cenário.
Não é pra menos que atrai muitos turistas, em qualquer época do ano.
Além dos famosos pontos turísticos, antigas casas, ryokan, muitas lojas e restaurantes, principalmente com frutos do mar, compõem a beleza da ilha.
Embora pareça confuso, é mais conhecido como Miyajima, porém passou a ter o nome oficial de Hatsukaichi, pela fusão dessas 2 cidades. Denominarei como é mais conhecido: Miyajima.
Miyajima significa Ilha do Santuário. É escrito com esses dois kanji, ideograma japonês - 宮島. O primeiro ideograma 宮 lê-se Miya, porém é  kanji de santuário. 島 Jima é a alteração fonética - pela junção de palavras - de Shima, que quer dizer ilha. Antigamente já foi chamada de Kōnoshima, Ilha dos Deuses. 
A ilha tem muitos templos e santuários com histórias e tradições milenares; este é o Daishoin, localizado ao lado de Itsukushima.
O mais famoso e visitado da ilha  é o Santuário Itsukushima, Patrimônio Mundial pela UNESCO.
O Santuário Itsukushima é composto por diversos edifícios - ligados por corredores - e pelo torii, portal xintoísta, construídos na água, que flutuam na maré alta.
Dependendo do horário, em função da maré, torii e santuário podem parecer imersos na água ou completamente visíveis sobre a areia, como se pode perceber nas fotos desta postagem.
O torii atual, que é o oitavo, foi erguido em 1875.

Embora cargas de tufões já tenham pesado sobre essas edificações, as diversas manutenções, como limpeza das algas e nivelamento da areia, têm se mantido resistentes, mostrando a beleza de 800 anos, desde a construção. 

Senjōkaku


Senjōkaku, o templo dos mil tatamis, localizado junto ao Itsukushima Jinja, foi construído há 500 anos. 
É Propriedade Nacional Cultural Importante. Dedicado ao feudal Toyotomi Hideyoshi, é mais um dos templos denominados Toyokuni Jinja.
O templo é praticamente vazio no interior, no entanto, peças preciosas, desenhos e réplicas de objetos estão no teto e nas paredes.
Bastante zen, na sombra e bem ventilado, muitos param para descansar e refrescar.

O conhecido shamoji, colher de arroz, é um símbolo de Miyajima. Dizem que quem inventou foi um monge que lá habitou.
Por isso, está em todos os lugares e em lojas, vendidos como lembranças do local.
O pagode junto ao Senjokaku, foi construído em em 1407 e restaurado somente em 1533. É um dos mais importantes pagodes e um dos 5 maiores do Japão. Com 27,6 metros de altura, é resistente a terremotos e tufões. 
Em Miyajima ainda, existe teleférico pra quem quer subir até ao Monte Misen e apreciar a bela vista da ilha.

Passeios de barcos e caiaques também estão disponíveis. No verão, a praia é acessível até meados de agosto. 

O acesso a Miyajima se dá através de barcos, no cais de Miyajimaguchi, que dura cerca de 10 minutos, apreciando a bela paisagem.
As linhas da JR e Matsuda Kisen fazem o trajeto. O valor por pessoa é 180円. 
Os visitantes  são recebidos pelos alces, uma das atrações. No entanto, diversos avisos estão espalhados com recomendações e as principais são não alimentar, nem jogar lixo. 

É muito comum que esses animais tentem tomar a comida dos turistas. Veja que na imagem abaixo, tomou a sacola de alguém que estava distraído.
Mapa da estação de Miyajimaguchi, de onde sai o ferry boat:
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sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Sadako Sasaki, símbolo das vítimas inocentes de Hiroshima

A emocionante história de Sadako Sasaki é como a de muitas crianças, vítimas do bombardeio em Hiroshima.
Sadako Sasaki é símbolo das vítimas inocentes da bomba.
Ela se encontrava a 2 km de distância do ponto zero da bomba, tinha apenas 2 anos de idade.
No momento da bomba, Sadako foi atirada pela janela. A mãe correu para buscá-la e, aparentemente, nada tinha.
10 anos depois foi diagnosticada com leucemia. Sua mãe disse tratar-se da "doença da bomba atômica".
Muitas crianças "adquiriram" leucemia, sendo, mais tarde, comprovado que foi causada pela exposição à radiação da bomba.
Sadako foi internada no Hospital da Cruz Vermelha de Hiroshima.
No hospital, conheceu uma pessoa que lhe contou uma lenda, presenteando-a com um tsuru. Segundo a lenda, quem fizesse 1000 tsurus poderia ter os desejos realizados.
Sadako passou a dobrar tsurus seguidamente. 
Ela queria apenas viver!
Os últimos tsuru de Sadako ficaram pequenos, pois ela já não tinha forças e, para continuar fazendo, usava uma agulha.
Infelizmente, a força da radiação pela bomba foi maior que o milagre da lenda e ela partiu, em 1955.
A partida de Sadako deu origem a um movimento para a construção de um monumento aos filhos mortos pela bomba.
Doações, principalmente de estudantes, vieram do mundo inteiro e, finalmente, 3 anos após sua morte, o monumento foi erguido.
A estátua de Sadako Sasaki, segurando um tsuru dourado, faz parte do Memorial da Paz de Hiroshima. 

O monumento está sempre repleto de tsurus do mundo inteiro e, muito mais, no dia 6 de agosto.
A história de Sadako Sasaki é contada em livros, em diversos idiomas.
Quem não se emocionaria com esta e a de muitas crianças vítimas do bombardeio?
Obama deve ter se emocionado muito: